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VPN

Dione Costa 3 min de leitura

VPN significa Virtual Private Network, ou rede privada virtual, uma rede lógica que encaminha tráfego por uma conexão específica sobre infraestruturas físicas, como internet, Wi-Fi ou redes móveis.

Em smartphones, a VPN normalmente estabelece um túnel entre o aparelho e um gateway remoto, responsável por receber e encaminhar os dados conforme a configuração.

Esse túnel pode empregar criptografia, autenticação e verificação de integridade, mas a proteção efetiva depende da tecnologia utilizada e do tráfego incluído na conexão.

Como uma VPN funciona

Ao ser ativada, a VPN pode criar uma interface de rede virtual no sistema. Os pacotes selecionados são direcionados para essa interface, encapsulados e enviados ao gateway.

O gateway remove o encapsulamento e encaminha o tráfego ao destino final ou aos recursos internos autorizados. As respostas percorrem o caminho inverso até o smartphone.

A rede física continua transportando os dados. A VPN acrescenta uma camada lógica que modifica o percurso e, nas implementações seguras, protege o conteúdo durante o túnel.

As principais funções de proteção são:

  • Criptografia: dificulta a leitura dos dados por terceiros no trecho protegido.
  • Integridade: permite detectar alterações indevidas nos pacotes transmitidos.
  • Autenticação: confirma a identidade do usuário, dispositivo ou gateway.

Tipos de encaminhamento no smartphone

Nem toda VPN direciona todo o tráfego do aparelho. O alcance depende das regras estabelecidas pelo sistema, aplicativo, administrador da rede ou serviço utilizado.

  • VPN do dispositivo: encaminha todo ou grande parte do tráfego compatível.
  • VPN por aplicativo: inclui somente aplicativos selecionados, como ferramentas corporativas.
  • Split tunneling: envia determinados dados pela VPN e mantém o restante na conexão comum.

Uma empresa pode usar VPN para permitir acesso remoto a sistemas internos. Serviços de VPN também podem encaminhar a navegação por gateways próprios.

Protocolos, proteção e limitações

VPN é uma categoria de solução, não um protocolo único. IPsec com IKEv2 e túneis baseados em TLS são exemplos de tecnologias empregadas em diferentes implementações.

A criptografia da VPN protege principalmente o trecho entre o smartphone e o gateway. Depois dele, a comunicação ainda depende de proteções próprias, como HTTPS.

Uma VPN não elimina malware, aplicativos maliciosos, falhas do sistema, credenciais comprometidas, cookies ou rastreamento associado a contas. Também não garante anonimato absoluto.

Encapsulamento, criptografia, distância do gateway e capacidade do servidor podem aumentar a latência ou reduzir a velocidade. O impacto varia conforme protocolo, rede, aparelho e configuração.

Aviso Editorial

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